TUDO MUDOU COM A CHEGADA DA LEI MAGNITSKY


Daniela Lima e Eliane Cantanhede são demitidas do grupo Globo e isso tem mais a dizer do que querem fazer parecer. 

Cantanhede era comentarista do programa Em Pauta e foi demitida na última segunda, dia 04/08, após quinze anos de Globo.

Inicialmente se falou que ela havia pedido demissão, contudo, nota enviada pela emissora sinaliza que ela foi dispensada.

Daniela Lima estava na emissora a aproximadamente dois anos, após fazer sucesso na CNN. Segundo a emissora, ela foi dispensada por conta de um ajuste editorial do grupo Globo.

As duas têm como característica as famosas matérias de bastidores, recheadas de vazamentos e mensagens subliminares de membros dos poderes, inclusive do judiciário. 

A Verdade Escondida

Por trás das desculpas esfarrapadas do Grupo Globo, está a verdade nua e crua: As demissões estão ligadas ao novo tempo provocado pela vigência da Lei Magnitsky que atropelou o Ministro Alexandre de Moraes, abalou a sensação de intocáveis dos seus pares, sacudiu os demais poderes da justiça e, principalmente, dos meios de comunicação tradicionais. 

Todo pavor é oriundo das sanções secundárias previstas pela Lei Magnitsky para pessoas que ajudam, protegem ou facilitam o sancionado, seus crimes contra as liberdades do cidadão. 

A possibilidade de punição, por ser extremamente rigorosa, abalaram o establishment brasileiro a ponto de “mudar” o rumo editorial do maior grupo de comunicação do Brasil, promotor, parceiro e aliado do sistema que se levantou contra Bolsonaro desde a corrida eleitoral até o presente momento.

Tudo mudou! Agora eles estão com a sensação de que tem alguma coisa apontada para eles… e isso muda as ações significativamente. 

Os desdobramentos decorrentes deste novo momento que vivemos, nos permite uma análise que divido em três pontos fulcrais.

Uma Análise Simples

Primeiro

Não fossem as movimentações americanas de suspensão de vistos, tarifas comerciais e aplicação da Lei Global Magnitsky, estaríamos como antes: Sob intenso ataque dos autoritários da Suprema Corte, apoiado por parte do empresariado e da imprensa. 

Segundo

Isso não tem haver com violação de soberania, mas com uma aliança de interesses. 

A maioria popular e o grupo político que o representa viram no gigante do norte a chance de enfrentar a onda persecutória, autoritária e ditatorial que os perseguiu impiedosamente.

Ao mesmo tempo em que os Estados Unidos, em guerra comercial contra a China Comunista, entenderam que o Brasil caminhava para algo parecido com a Venezuela, o que não lhes interessa militar, econômica e politicamente. Daí surgiu essa aliança que agora acua o sistema. 

A história confirma a possibilidade de um povo se aliar com uma nação contra uma ditadura que se estabelece em seu país, sem, contudo, perder sua própria soberania.

Este fenômeno se deu inúmeras vezes, como, por exemplo, os alemães não-nazista que aceitaram ajuda dos aliados, não contra a sua própria soberania, mas para recuperá-la. 

Terceiro

Em um jogo de xadrez, se na jogada atual, o jogador prefere usar uma determinada peça, por exemplo, a rainha, não significa que estará obrigado a usar esta mesma peça novamente. 

Vencido aquele momento do jogo, poderá seguir outro caminho e usar outras peças que permitam novos movimentos. 

A questão é que, agora, sem ajuda americana para paralisar o ataque autoritário, significa sofrermos, agonizarmos, nos calarmos até morrer.

Por outro lado, podemos aceitar o avanço da ditadura, fingindo que nada está acontecendo, até que descubram o que você pensa ou no que acredita  e prefiram te matar ou prender para evitar que o que você pensa ganha eco em corações de outros cidadãos. Esse é o jogo.  

Fica mais uma vez provado, que se formos inteligentes, atentos e humildes, poderemos viver tempos gloriosos, o que não quer dizer que não nos custará nada!


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