Sem a música, a vida seria um erro? Um alerta necessário

Imagem sombria de Friedrich Nietzsche jogando xadrez

Sem a música, a vida seria um erro.”

Nem toda frase bonita é inocente. Nem todo slogan que nos emociona tem boas intenções.

À primeira vista, a frase soa como uma simples declaração de amor à arte. Algo poético, sensível, quase inquestionável. Mas é justamente aí que mora o perigo: nem tudo o que emociona edifica; nem tudo o que encanta conduz à verdade.

Essa frase não nasceu em um contexto neutro. Ela nasceu com Friedrich Nietzsche, filósofo abertamente ateu, cuja obra foi construída em torno da rejeição radical a Deus e à moral cristã. Quando Nietzsche exalta a música dessa forma, ele não está apenas celebrando a arte — está, nas entrelinhas, afirmando que a música pode suprir a necessidade humana de Deus.

Isso não é exagero. Tampouco é polêmica gratuita. É discernimento.

A Estratégia do Inimigo

A história bíblica nos ensina que o erro raramente se apresenta de forma grotesca. Eva não foi enganada com uma mentira grosseira, mas com palavras deslocadas que faziam sentido à razão, porém profundamente pervertida. O inimigo não grita: ele sussurra.

Que fique claro: não se trata de atacar a música. A música é criação de Deus e, como tal, pode ser instrumento de beleza, adoração e verdade. Eu mesmo sou um amante da música. O problema não está na arte em si, mas na importação irresponsável de ideias que não conhecemos ou mesmo examinamos.

Vivemos cercados por frases de efeito — feministas, ateístas, gnósticas, comunistas, hedonistas, judaizantes, capitalistas — muitas delas carregando visões de mundo frontalmente contrárias ao cristianismo, mas repetidas sem reflexão, inclusive dentro da Igreja.

O Provérbio do Mal

Assim como um versículo isolado, fora do seu contexto, pode distorcer completamente a mensagem bíblica, hoje vemos igrejas e cristãos propagando filosofias do inferno, repetindo slogans das trevas, convencidos de que estão fazendo o bem.

Longe de mim tentar atribuir maldade a alguém que não sabe o que está falando, mesmo sabendo que isso não resolve o problema, antes o agrava.

O maior risco não está na má intenção, mas na inocente falta de conhecimento.

O cristianismo é, acima de tudo, uma boa notícia em que devemos pregar com clareza e fontes precisas.

Tudo o que Jesus nos deixou foi uma mensagem e uma vida honesta para ser vivida.

Não é coincidência que a estratégia do inimigo, em nosso tempo, seja introduzir seu reino de forma sorrateira, utilizando o mesmo método que Deus confiou a Salomão. Os provérbios eram frases curtas, carregadas de sentido, capazes de moldar o comportamento humano quase sem que ele percebesse.

Hoje, acontece o inverso. Frases de efeito são lançadas ao nosso inconsciente para nos induzir, pouco a pouco, a ações e visões que desagradam a Deus, sem confronto direto, sem choque aparente.

Por isso, o alerta não é contra pessoas. É contra ideias.
Não é contra a música. É contra a ingenuidade.

O Alvo é a Mente

As piores manifestações demoníacas não são as espetaculares, mas as invisíveis. Aquelas que, antes de tomar o corpo, pervertem a mente.

“O meu povo peca por falta de conhecimento.”
(Oséias 4,6)

Que esse texto sirva como um chamado à vigilância, ao estudo e ao discernimento. Porque, no Reino de Deus, não basta sentir — é preciso compreender.


Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *